quinta-feira, setembro 29, 2005

COISAS QUE O CLIENTE / USUÁRIO PRECISA SABER

Sobre o Profissional de Tecnologia da Informação (a antiga Informática)

PROFISSIONAL DE TI dorme: Pode parecer mentira, mas PROFISSIONAL DE TI
precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e
telefone em casa, ligue só para o escritório.

PROFISSIONAL DE TI come: Parece inacreditável, mas é verdade. PROFISSIONAL
DE TI também precisa se alimentar e tem hora para isso.

PROFISSIONAL DE TI pode ter família: Essa é a mais incrível de todas: mesmo
sendo um PROFISSIONAL DE TI, a pessoa precisa descansar no final de semana
para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou
falar de redes, sistemas, computadores...

PROFISSIONAL DE TI, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro: Por essa
você não esperava, né? É surpreendente, mas PROFISSIONAL DE TI também paga
impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, e ainda
consome Lexotan para conseguir relaxar...

Ler, estudar também é trabalho: E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é
piada.

De uma vez por todas, vale reforçar:

PROFISSIONAL DE TI não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal.

Ele precisa planejar, consultar fornecedores, fazer visita técnica...

Para poder maturar as propostas e superar as expectativas.
Se você quer um milagre, tente uma macumba e deixe o pobre do PROFISSIONAL
DE TI em paz.

Em reuniões de amigos ou festas de família, o PROFISSIONAL DE TI deixa de
ser PROFISSIONAL DE TI e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente
como era antes dele ingressar nesta profissão.

Não peça conselhos, dicas... Ele tem direito de se divertir.

Não existe, apenas, um “upgradezinho” - qualquer upgrade é um projeto.

Requer atenção, dedicação, precisa ser pensado, estudado, analisado e, é
claro, cobrado.
Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população mas
servem
para tornar a vida do PROFISSIONAL DE TI mais suportável.

Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho.

Por favor, ligue apenas quando necessário.

Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o PROFISSIONAL
DE TI pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia,
como dormir ou namorar, por exemplo.

Pedir o mesmo orçamento 15 vezes não vai mudar a resposta.

Por favor, peça no máximo três vezes cada.

Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa
que você pode ligar às 11h55.

Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue depois do almoço.

O mesmo vale para a parte da tarde: ligue no dia seguinte.

Quando PROFISSIONAL DE TI estiver apresentando um projeto, por favor, não
fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento.

Isso tira a concentração, além de torrar a paciência.
ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto.

O PROFISSIONAL DE TI não inventa os preços e nem ganha comissão sobre os
equipamentos comprados.

Por isso, não pechinche!
Lembrete: cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que
pagar.

Se queria pagar menos, deveria ter feito você mesmo.

O PROFISSIONAL DE TI não são os criadores do ditado "O barato sai caro"!!!

E, finalmente, PROFISSIONAL DE TI, também, é filho de DEUS e não filho disso
que você pensou...

sexta-feira, agosto 26, 2005

Doe seus PCs velhos, mas não as informações

Cuidado com a sucata tecnológica: ao descartar PCs usados em sua empresa, é
item de segurança usar um programa que garanta que o conteúdo dos discos
rígidos não possa ser recuperado.

Henrique Barreto Aguiar

A popularização dos PCs ou computadores pessoais, nos últimos 20 anos,
aliada às constantes evoluções no poder de processamento e na capacidade de
memória dos micros gerou a rápida obsolescência desses equipamentos, que são
descartados na mesma velocidade.

Entretanto, o descarte de micros antigos além de criar um lixo tecnológico
que assume, a cada dia, enormes proporções, fez surgir um problema ainda
maior e que, ao contrário do que se poderia pensar, não se relaciona com o
acúmulo de sucata, mas sim, com o que ela contém.

De fato, muitos empresários estão entregando informações confidenciais na
mão de bandidos sem sequer suspeitar. Na verdade, a maioria das pessoas não
sabe que é possível recuperar praticamente 100% dos dados que foram apagados
dos computadores, mesmo que o HD ou disco rígido tenha sido formatado.

E assim, sem saber, pessoas – físicas ou jurídicas –, jogam fora, doam ou
vendem “baratinho” dados sigilosos ou até pessoais. E, em tempos de
informações críticas, que valem muito dinheiro e custam até a sobrevivência
das companhias, o lixo nunca foi tão valioso.

Até hoje, proteger as informações compreendia a utilização de soluções como
os antivírus e firewalls. O setor corporativo, já há algum tempo, adota
medidas de segurança direcionadas a redes e a conteúdos. Porém,
infelizmente, ninguém pensou em tratar as informações deixadas nos
computadores usados. O problema é que a maioria das organizações desconhece
não apenas os riscos de segurança de dados associados ao maquinário para
descarte, como também os sistemas disponíveis que conseguem apagar
permanentemente estas informações. Desta forma, as companhias deixaram uma
brecha imensa para que espiões obtenham dados críticos.

É importante frisar que as práticas e ferramentas utilizadas atualmente para
apagar dados – deletar e re-formatar o HD – permitem fácil recuperação. Os
comandos ‘Delete’ e 'Format’ afetam apenas o arquivo FAT – File Allocation
Table. O resíduo do HD fica intacto. Assim, a recuperação de dados é muito
fácil. E, o mais temerário é que esta recuperação é extremamente eficiente,
entre 90 e 100% de sucesso, além de ser rápida e barata, já que existem
muitos softwares de recuperação de dados disponíveis.

Vejamos, dentro destes micros descartados e com os quais ninguém mais se
preocupa, todas as informações que um dia foram armazenadas podem ser
restauradas. Para que fins? Ora, não sejamos ingênuos. Quem se dá ao
trabalho de recuperar dados é porque quer ter alguma vantagem com tais
informações. Mas, na maioria das vezes, utilizam para fins maliciosos ou
comerciais.

Por isto, é plausível dizer que a sucata tecnológica é muito valiosa. Contém
arquivos recuperáveis como planejamentos financeiros completos; informações
sobre pacientes; dados pessoais, número de contas e de cartão de crédito;
andamento de processos judiciais, além de pesquisas e desenvolvimento de
produtos, que absorvem investimentos da ordem dos milhões de dólares.

E, embora seja uma violação dos direitos do dono das informações é preciso
reconhecer que quem se apropria delas, nem mesmo pode ser enquadrado como um
ladrão, já que não houve roubo. Pelo contrário, este conteúdo foi comprado;
jogado no lixo, literalmente, ou ganhado. Mas, antes de se travar uma
discussão jurídica do assunto, sem dúvida necessária, o melhor mesmo é
prevenir. Afinal, estamos falando de arquivos secretos ou pessoais que podem
cair em mãos erradas.

E, como é fácil supor, as conseqüências são desastrosas. Basta imaginar que
os dados confidenciais , obtidos por meios ilícitos de recuperação de dados,
podem destruir o relacionamento com clientes ou parceiros, além de acarretar
complicações judiciais. É evidente que a exposição de informações sigilosas,
implica, além de tudo, no descumprimento de obrigações legais previstas em
contrato, em cláusulas de confidencialidade. Mesmo que não seja intencional,
causa prejuízos e, portanto, enquadra-se na categoria de ‘culposo’, o que
deve obrigar o setor corporativo, cada vez mais, a adotar políticas de
segurança que incluam o tratamento dos computadores usados.

Para se precaver já existem softwares capazes de “limpar” permanentemente o
HD. Estas soluções são conhecidas pelo nome genérico de Trituradores
Digitais e são baseadas em um programa que atua no disco rígido e em suas
divisões. Usa um método de escrever sobre o que estava escrito, de forma a
tornar os dados contidos anteriormente irrecuperáveis. Estas soluções são
extremamente eficientes e podem garantir proteção efetiva. Além disso, esse
“triturador digital”, é extremamente fácil de usar e pode ser incorporado
nos procedimentos de segurança da empresa, mesmo em grandes corporações, sem
acarretar maiores demandas.

Apenas para servir de alerta, é bom lembrar que a sucata tecnológica já
causou vários problemas. Quem não se lembra do portfólio financeiro de Paul
McCartney, que foi parar na internet, depois de ter sido resgatado de um
micro descartado pelo ex-Beatle?

Outro caso bastante conhecido foi o da recuperação, pelo FBI, dos e-mails
deletados, trocados entre o ex-presidente Clinton e Mônica Lewinsky. Até
documentos ultra-secretos pertencentes ao governo australiano foram
recuperados de um computador usado. Outro caso foi a reprodução de um
registro detalhado de 300 pacientes, a partir de dados que estavam
armazenados num computador de segunda-mão.

Assim, vale ressaltar que softwares “trituradores digitais” devem ser usados
antes de se devolver um computador alugado; antes de doá-lo, vendê-lo ou
enviá-lo para a manutenção e, até mesmo, quando o micro muda de mãos dentro
da empresa. Apenas desta forma, o lixo tecnológico será somente sucata.
[Webinsider]

quinta-feira, agosto 18, 2005

Entrevista James C. Hunter: Com lições de liderança, autor de "O Monge e o Executivo" é o escritor que mais vende no Brasil

O homem que bateu o "Código Da Vinci"
Por Andrea Giardino De São Paulo

Foto: Fabiano Cerchiari/Valor

Hunter: "Ter capacidade para executar não significa que você seja líder; o
líder é visto como um inspirador, que transforma as pessoas em profissionais
melhores"
Fenômeno do momento no mercado editorial brasileiro, "O Monge e o Executivo"
(Editora Sextante/GMT) também se transformou em uma verdadeira febre no
mundo corporativo. Com seus ensinamentos, o livro está virando uma espécie
de bíblia para alguns profissionais e diversas empresas passaram a
distribuí-lo para seus funcionários, a exemplo da Gerdau, do Banco Itaú e da
Petrobras Transportes.

Pouco mais de um ano após ter sido lançado no Brasil, o livro atingiu a
impressionante marca dos 280 mil exemplares vendidos. Por semanas
consecutivas, ocupa o primeiro lugar da lista dos mais vendidos publicada
pelo Valor. De fevereiro para cá, já ultrapassou o "Código da Vinci" -
também da Sextante, um dos maiores sucessos mundiais do gênero ficção - em
unidades mensais vendidas pela editora.

Nos últimos 20 dias, foram vendidos 50 mil exemplares, numa carreira
ascendente. Em fevereiro, a média era de 20 mil unidades/ mês. Graças ao
título, a editora teve 20% de aumento na receita. "É um fenômeno, pois é
dirigido ao mundo dos negócios, en quanto 'O Código Da Vinci' é voltado para
todos os segmentos. Foi uma surpresa", observa Marcos Pereira da Veiga,
diretor da Sextante.

O êxito de "O Monge e o Executivo" pode ser explicado para além da
atratividade da obra. Livros do gênero de negócios se multiplicam a um ritmo
duas vezes mais rápido do que o mercado editorial como um todo. As obras
especializadas no setor cresceram 5% de 2002 para 2003, enquanto o mercado
editorial aumentou apenas 2%, de acordo com pesquisa da Câmara Brasileira do
Livro (CBL). No ano passado, o vigor se manteve, com a ampliação de cerca de
5% da participação de livros do gênero no total do mercado, em relação ao
ano anterior.

"O Monge e o Executivo" foi escrito por um autor praticamente desconhecido
do público brasileiro, o consultor americano James C. Hunter, deixando para
trás renomados gurus do universo dos negócios, como Jack Welch, autor de
"Paixão por Vencer - A Bíblia do Sucesso" (Campus/Elsevier), em terceiro
lugar na lista dos mais vendidos do Valor.

Acredita-se que todo esse sucesso deve-se ao fato de Hunter pregar um modelo
de liderança mais humanizado, com amor e autoridade, e não com o uso do
poder. "Quando você usa o poder, obriga as pessoas a fazerem sua vontade",
diz. "Com autoridade, as pessoas fazem o que você deseja, de forma
espontânea."

Em visita esta semana ao Brasil, Hunter concedeu entrevista ao Valor, na
qual fala sobre a filosofia do líder que serve e inspira suas equipes, o
porquê de amar os colegas de trabalho e os ensinamentos de grandes líderes
da história. Leia, a seguir, os principais trechos.

Valor: O livro conta a história de um executivo que vai para um mosteiro
beneditino em busca de soluções para seus dilemas pessoais e profissionais.
Que tipo de experiência esse profissional pode adquirir com a figura do
monge?

James C. Hunter: Antes de tudo, aprender a ser um líder. Por comandar uma
determinada congregação, o monge sabe lidar com o outro. E usando não o
poder e sim a autoridade. Quando você usa o artifício do poder, acaba
obrigando as pessoas a fazer sua vontade por imposição. Com autoridade, as
pessoas fazem o que você deseja por meio de sua influência.

Valor: Essa questão de influenciar pessoas na obra está ligada à figura de
Jesus Cristo. O que os líderes podem aprender com ele?

Hunter: Liderar é influenciar. E nesse ponto Jesus tinha uma capacidade
imbatível. Há dez anos, quando comecei a pensar em tudo isso, descobri outro
conceito pregado por ele, de que liderar é servir. Para mim era algo difícil
de entender, porque a função do servo se confundia com a do escravo. Mas
percebi que servir é a capacidade de identificar e reconhecer as
necessidades dos outros, satisfazendo-as. Vale ressaltar que satisfazer não
significa atender aos desejos pessoais.

Valor: Qual é o verdadeiro líder na sua opinião?

Hunter: É aquele que, além de tudo isso, tem compaixão, honestidade,
comprometimento e vontade de melhorar tanto a si mesmo quanto às pessoas que
estão em sua volta. É preciso deixar claro também que há um diferença entre
quem lidera e quem gerencia. Ter capacidade para executar não significa que
você seja um líder. O líder é visto como um inspirador, que transforma as
pessoas em profissionais melhores. Ao contrário do que se vende por aí nos
cursos de MBAs, que têm o foco muito mais nas habilidades gerenciais dos
executivos do que a liderança em si.

Valor: Os cortes nas empresas e a concentração de trabalho têm provocado uma
grande insatisfação das pessoas. Qual a sua visão sobre esse cenário?

Hunter: Algumas pesquisas recentes realizada nos Estados Unidos mostram que
há uma grande rotatividade entre a nova geração de profissionais. Cerca de
dois terços das pessoas que mudam de emprego saem por causa de seus chefes e
não por problemas na empresa. Quem falha é o chefe, que peca pela falta de
liderança e pela incapacidade de inspirar o profissional a permanecer na
companhia. Vejo que algumas organizações começaram a perceber isso nos
últimos anos e passaram a investir não apenas em ter ótimos gerentes ou
administradores, mas em ter bons líderes.

Valor: O senhor prega em "O Monge e o Executivo" o amor entre o líder e seus
subordinados. De que forma isso pode ser aplicado nas corporações, sem que
pareça algo piegas?

Hunter: Questionei por várias vezes a idéia de incluir o tema nos assuntos
ligados à liderança. Temi ser mal interpretado, mas encontrei dificuldade em
manter de fora a questão. Todos os maiores líderes da história com que me
deparei quando desenvolvia meu livro estavam ligados a ações ligadas ao
amor, como Jesus Cristo, Madre Teresa de Calcutá e Ghandi. A definição
clássica de amor é mais associada a sentimento. Mas ela significa respeitar
o próximo, procurar o melhor de cada pessoa.

Valor: Para o senhor, a que se deve o sucesso de seu livro?

Hunter: A urgência de mudanças no mundo dos negócios é consenso entre as
empresas e os executivos. É preciso mudar porque os resultados não são
satisfatórios e a capacidade de manter talento na empresa está mais difícil.
Além disso, o custo de buscar novos talentos também ficou mais alto. As
companhias despertaram para a importância de se ter uma boa liderança,
peça-chave para o futuro dos negócios. E é tudo isso que procurei retratar
em meu livro.

Firewalls cannot block stupidity

quarta-feira, agosto 17, 2005

Estudos indicam que um bom relacionamento com acionistas e com o mercado valoriza empresas e reduz os custos de captação

A governança compensa?
Por Catherine Vieira Do Rio (Valor Online)

Para quem ainda tinha dúvidas se a governança realmente valoriza as
companhias e ainda temia que os bons resultados inicialmente encontrados em
função das boas práticas fosse uma maré passageira, os mais recentes estudos
não deixam dúvida. Pesquisas feitas com as empresas que efetivamente foram
negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo nos anos 2003 e 2004 tiram o
ponto de interrogação do título. Segundo os trabalhos acadêmicos mais
recentes, o respeito aos acionistas já oferece com certeza uma recompensa,
que é o aumento do valor da empresa. Um dos trabalhos, de Alexandre di
Miceli, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), revela que
uma mudança do pior para o melhor nível de governança resulta num aumento de
85% a 100% na capitalização de mercado da companhia. A capitalização
corresponde ao valor da cotação multiplicado pelo número de acionistas. É um
indicador que representa o valor das empresas listadas. Por conta disso, é
possível concluir que a evolução das práticas de governança também leva ao
aumento do mercado como um todo.

No começo, o temor era de que as evidências encontradas em outros mercados
entre as boas práticas de governança corporativa e o aumento do valor da
companhia não se repetissem no Brasil. Os estudos locais que avaliaram os
efeitos das primeiras evoluções das empresas brasileiras rumo a um melhor
relacionamento com os acionistas foram animadores. "No entanto, a maior
parte dessas primeiras pesquisas só analisavam a correlação entre alguns
aspectos isolados de governança e seu impacto na geração de valor para a
companhia", diz Miceli.

Agora, diz o especialista, começa a se consolidar a primeira leva de
trabalhos que mostra uma relação concreta e forte entre a boa governança e a
valorização da companhia. Um dos primeiros estudos que mostraram essa
ligação foi o do professor Ricardo Leal, da Coppead UFRJ, que elaborou um
quadro no qual listava as principais boas práticas e verificou que cada
ponto que a empresa cumpria equivalia a um aumento de 6,8% no valor de
mercado das ações.

A pesquisadora Flavia Padilha também acaba de concluir um trabalho de
mestrado pelo IAG PUC-Rio no qual buscou verificar quais seriam os
benefícios obtidos com a adoção de boas práticas de governança corporativa
no caso das empresas brasileiras. Importante ressaltar que o estudo da
pesquisadora toma como base dados de cerca de 200 empresas listadas e
negociadas em bolsa no ano de 2004, ou seja, já num momento mais recente. Os
principais focos da tese foram justamente a relação entre boas práticas e o
aumento do valor, por um lado, e a redução do custo do capital, por outro. O
trabalho enfatizou a transparência dada pela companhia e as características
do Conselho de Administração, tomando como parâmetros as recomendações
presentes nos códigos de boa governança.

"Os resultados para essa amostra de empresas em 2004 apresentam uma relação
estatisticamente significante entre o valor das companhias e os aspectos
relacionados às práticas de governança como, por exemplo, a boa comunicação
com o mercado por meio do Índice de Governança Corporativa (IGC)", diz
Flavia. "Com relação ao custo de capital próprio, no entanto, a análise
quantitativa dos dados foi pouco conclusiva", completa.

Apesar disso, segundo a pesquisadora, é possível encontrar indícios da
redução do custo de captação de recursos no mercado e pode-se verificar que
os novos aspectos trazidos pela bom tratamento aos acionistas minoritários
influenciam a dinâmica empresarial no Brasil. "Novas formas de governança,
especialmente as decorrentes do controle acionário compartilhado têm ocupado
espaço crescente no país", diz a pesquisadora. "Isso faz com que a discussão
da governança passe a ser mais relevante porque os diversos controladores
precisam de mecanismos para monitorar o desempenho dos gestores da
companhia."

Para Flavia, o capital de risco tende a se tornar uma fonte de recursos não
apenas menos onerosa, mas também mais adequada do ponto de vista da
governança financeira, para financiar os investimentos. "Existe uma
correspondência entre as estruturas de governança corporativa e financeira
decorrentes das mudanças sofridas pelas empresas na economia brasileira",
disse Flavia, acrescentando, no entanto, que o assunto deverá ser tema de
outros estudos.

Em seu estudo, o pesquisador di Miceli, do IBGC, procurou testar a
influência dos mecanismos de governança agrupados e não isoladamente. Para
isso, procurou testar a hipótese em diversos modelos econométricos. Ele
analisou 154 companhias não financeiras que tinham liquidez em 2002.

Segundo Miceli, a maior parte dos trabalhos anteriores procurava averiguar
se o valor de mercado das empresas era determinado por mecanismos internos
ou externos (de governança). "Ao analisar os aspectos isoladamente, não se
podia verificar uma influência isolada de cada prática, sendo que algumas
podem ter sinergias", explica Miceli.

O especialista não analisou neste trabalho o impacto da governança nos
custos de captação, mas esse é o tema de um outro estudo, que já está em
fase final. "Estou analisando não apenas o custo de capital próprio, mas
também de terceiros", diz. "Uma parte da pesquisa avalia a relação entre a
qualidade da governança e os ratings de crédito da companhia, por exemplo",
conta ele. "Intuitivamente, a relação com custo de capital menor parece
existir, mas terei em breve um embasamento mais concreto sobre isso",
conclui.

http://www.valoronline.com.br/veconomico/?show=index&mat=3215044&edicao=1163
&caderno=91&news=1&cod=50f3bacd&s=1

MD5

The media has once again created controversy by overstating a court
decision. (this one:
http://www.news.com.au/story/0,10117,16204811-1242,00.html) The court case
was lost not due to the use of MD5, it was lost due to RTA's inability to
"find an expert" to prove the pictures were not tampered with after they had
been taken. This means one or more of the following conditions occurred:

- they actually couldn't find anyone (although it's unlikely)

- they couldn't find anyone that could explain MD5 in simple terms that
would indicate that the liklihood that the traffic infraction actually
occurred. Hint: think DNA evidence. You will always hear "probabilities"
discussed when lawyers discuss DNA. Yes, there are collisions in MD5 number
space. The probability of forgery goes down very fast if that "collision"
has the same MD5 hash, looks like a picture, of the intersection in
question, with the defendant's car passing through it, with the defendant's
license plate in view, with the camera's timestamp (and other) data embedded
in the picture.

- the prosecution was unable to display the chain of evidence, in the form
of being unable to prove when the MD5 hash was generated. The hash being
embedded in the picture may actually cause a problem because it means that
the picture was changed after it was taken, by the camera itself. However,
this is a procedural problem, not a technical one, and would translate into
the prosecution not being able to find anyone willing to take an oath to
assert/support the accuracy of the data.

I doubt that MD5 hashing of traffic pictures will cease. Rather, I believe
that how they're presented in court will change.


quarta-feira, julho 27, 2005

Pensamento de Auditor

It is a capital mistake to theorize before one has data. Insensibly one
begins to twist facts to suit theories, instead of theories to suit facts.
Arthur Connan Doyle (Um estudo em vermelho)

terça-feira, julho 26, 2005

The Sims 2 é o novo alvo de polêmica sexual

Nota: desde a primeira versão de Sims, é possível "revestir" os personagens
com roupas que simulam nús verdadeiros. Mas tudo criação dos usuários e
entusiastas do jogo...

Por Marcelo Hessel (www.omelete.com.br)
26/7/2005

Depois da polêmica sobre o conteúdo pornográfico escondido em Grand Theft
Auto: San Andreas, mais um jogo vira alvo de denúncias. Segundo o advogado
de Miami Jack Thompson, códigos e truques podem transformar The Sims 2 em um
"paraíso pedofílico".

Conhecido pelo vigor com que policia a indústria eletrônica e advoga ao lado
de vítimas de criminosos-motivados-por-games, Thompson divulgou na última
sexta um manifesto em que critica o Entertainment Software Ratings Board
(ESRB), órgão que regula o setor nos Estados Unidos, e expõe "o último
segredinho sujo" da indústria: "Sims 2, a última versão da franquia Sims
[...] contém, de acordo com sites de notícias de games, nudez frontal total,
incluindo mamilos, pênis, vaginas e pêlos pubianos".

Quem joga o simulador de vida real - em que ações vão de fritar um
hambúrguer a casar e procriar - sabe que qualquer sugestão íntima, por
exemplo uma pessoa no banho ou uma relação sexual, é coberta por um borrado.
Thompson defende que há dispositivos ao alcance de todos na internet que,
afetando o jogo, limpam o borrado e mostram genitais.

"Isso não faz sentido", retruca Jeff Brown, vice-presidente de comunicação
corporativa da desenvolvedora do jogo, a Eletronic Arts. "Revisamos 100% do
conteúdo. Não há conteúdo não apropriado para adolescentes. Jogadores nunca
verão um Sim nu. Se alguém com uma extrema quantidade de experiência e tempo
for remover os pixels, verão que os sims não têm genitais. Ele parecem como
Ken e Barbie."

Parece mesmo uma contradição que a empresa que se preocupa tanto com o
público jovem - a ponto de comprometer a verossimilhança da reprodução da
realidade, já que em The Sims 2 festas universitárias são regadas a suco e
bolas de sabão - tenha a perversão de esconder algo. Mas Thompson não se
cansa. "O sexo e o nudismo estão no jogo. Esse é o ponto. O borrão é a
admissão de que mesmo 'Ken e Barbie' não deveriam ser mostrados. O borrão
pode ser desfeito. Não há diferença em relação ao que há em San Andreas",
exagera, dizendo ainda que até mesmo crianças no jogo podem ser desnudas,
oferecendo prazer aos "pedófilos ao redor do globo".

Desde seu lançamento, The Sims 2 é classificado como T (apto para teens, ou
seja, maiores de treze anos) pelo ESRB.

No-break defasado tira INPI do ar

Josette Goulart De São Paulo - 26.07.2005

O sistema eletrônico do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)
ficou fora do ar durante o dia de ontem e levou o vice-presidente do
instituto, Jorge Ávila, a suspender os prazos dos processos até que todos os
problemas técnicos estejam resolvidos. Além do site, de onde se faz a
consulta à revista de propriedade intelectual - uma espécie de diário
oficial do instituto -, o acesso ao sistema de emissão de guias de
recolhimento também foi afetado.

Já não é a primeira vez que o sistema do INPI fica fora do ar e,
coincidência ou não, os problemas técnicos se tornaram mais freqüentes desde
que a revista passou a ser exclusivamente eletrônica, em meados de junho.
Segundo Jorge Ávila, é uma infeliz coincidência resultante de uma combinação
de freqüentes quedas de energia no Rio de Janeiro e de um no-break velho que
não tem conseguido segurar o sistema no ar. O no-break é aquele dispositivo
ligado ao computador que, no caso de falta de energia, continua alimentando
o equipamento durante o tempo necessário para que os aparelhos sejam
adequadamente desligados. "Depois que o sistema cai, para colocá-lo
novamente no ar leva tempo", diz Ávila.

O sistema fora do ar deixou o já combalido INPI mais exposto a críticas.
Além da já tradicional morosidade que reina no instituto por falta de
pessoal, agora os problemas técnicos preocupam os usuários. O presidente da
Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial, Elias Guerra,
criticou duramente o fato de o INPI, de uma hora para outra, ter deixado de
publicar a revista e tê-la tornado eletrônica. "A Receita Federal levou dez
anos para que os usuários deixassem de entregar suas declarações por meio
físico e o INPI tornou tudo eletrônico de uma hora para outra", disse
Guerra. O agente reclama que é difícil a comunicação com a atual
administração.

O vice-presidente do INPI não mostra sinais de que vá voltar atrás na
decisão de tornar a revista eletrônica e afirma que todos os ajustes estão
sendo feitos para readequar o sistema à nova realidade. A expectativa é a de
que em dez dias o no-break sofra os ajustes necessários. Além disso, há a
previsão de que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)
entregue até o fim do ano um novo sistema de banco de dados de marcas. E que
até meados do ano que vem o sistema de patentes seja renovado. Segundo
Ávila, o orçamento para esses projetos já está garantido.

Copyright Valor Econômico S.A.

segunda-feira, julho 25, 2005

Jovens são acusados de anunciar drogas no Orkut

Sexta-feira, 22 de julho de 2005 - 18h18
Edileuza Soares, do Plantão INFO

SÃO PAULO – A Polícia do Rio de Janeiro prendeu um grupo de dez jovens
acusados de usar drogas e incentivar o consumo de entorpecentes na
comunidade do Orkut.

A quadrilha era formada por jovens de classe média. Segundo os policiais do
Serviço de Repressão a Entorpecentes (SER) de Niterói, os integrantes além
de vender tóxicos em festas e bares, faziam apologia ao uso de drogas no
Orkut, criado pelo Google.

O chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, informou que a internet era
usada pelo grupo para fazer a divulgação de drogas e orientar os
compradores. Ao longo das investigações, a polícia monitorou o Orkut e
outros sites e constatou a prática deste crime. Um inquérito para apurar o
caso está sendo instaurado na Delegacia de Repressão aos Crimes de
Informática.

Fraude digital aumenta e concentra atenção dos bancos

Fonte: Agência Estado (09:07 25/07)

Os investimentos dos bancos brasileiros contra fraudes digitais devem ficar
entre 1% e 3% do orçamento em Tecnologia da Informação (TI) em 2005. Isso
representa de R$ 120 milhões a R$ 360 milhões, considerando que os bancos
gastaram R$ 12 bilhões com tecnologia em 2004. Os dados sobre o porcentual
de investimento constam da nova rodada da pesquisa Segurança Global que
acaba de ser concluída pela consultoria Deloitte, que ouviu 63 das maiores
instituições financeiras do mundo. Foi a primeira vez que o trabalho incluiu
bancos brasileiros na amostra desse tipo de investimento.

A pesquisa apontou queda expressiva no número de empresas que admitiram
terem sido vítimas de golpes eletrônicos nos últimos 12 meses. No ano
passado, 83% das instituições que participaram do levantamento foram alvo de
ataques. Esse número caiu para 30% este ano. Apesar disso, os bancos estão
preocupados com o crescimento de fraudes e quebras de segurança
não-convencionais, principalmente aquelas relacionadas à falta de
treinamento adequado dos seus próprios funcionários.

Principal fraqueza ----

Para 48% das entrevistados, essa é a principal fraqueza das organizações.
Entre as causas foram citadas falhas na seleção de empregados novos e no
controle dos terceirizados e o despreparo dos funcionários para lidar com
segurança.

As instituições financeiras não falam publicamente sobre problemas de
segurança interna por razões de imagem e reputação.

Mas alguns casos acabam vazando, como o do gerente de uma agência paulista
de um grande banco que foi pego passando o extrato bancário de uma empresa
cliente para uma concorrente. Dessa forma, a concorrente podia saber da
situação financeira da rival, o que trazia vantagens na hora de participar
de concorrências. Neste caso, o que facilitava a fraude era que o sistema de
senhas não tinha níveis diferentes de acesso, ou seja, uma única senha
poderia dar acesso às informações de qualquer cliente do banco.

Sem fio ----

O levantamento da Deloitte traz dados preocupantes: 33% dos entre vistados
não fizeram nada para protegerem a comunicação interna sem fio (wireless).
Somente 38% fazem varreduras para identificar furos nas redes wireless e
apenas 65% das organizações treinaram empregados para identificar e relatar
atividades suspeitas contra segurança de dados.

Para fazer resolver esse tipo de problemas e frente à sofisticação dos
crackers (hackers "do mal"), 43% das instituições disseram que vão aumentar
os gastos com segurança em 5%, em relação ao ano passado, e 19% afirmaram
que o acréscimo será superior a 20%. Mesmo assim, boa parte das empresas
reconhece que investe menos que o ideal.

Dentre os entrevistados, 47% responderam que vão investir em segurança 3% do
orçamento em TI . Para outros 20%, essa proporção será de 4% a 6%. Apenas
23% disseram que os investimentos deverão ser superiores a 7% do orçamento.
O número considerado ideal para proteger as empresas está em torno de 6%.

Muita dor-de-cabeça ----

"Os fraudadores virtuais vêm dando muita dor-de-cabeça ao pessoal de
tecnologia dos bancos e já são considerados uma das cinco maiores
preocupações do setor bancário. Mas isso não significa que o investimento
financeiro em segurança nessa área tenha que ser muito relevante", diz Luís
Marques de Azevedo, consultor para área de tecnologia da Federação
Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo ele, o grau de proteção dos bancos brasileiros é bom. O caminho mais
comum para cometer fraudes é invadir os computadores dos clientes. As
estratégias dos piratas para enganar usuários de internet banking são
variados. Vão desde o envio de falsos e-mails convocando o cliente a
fornecer dados pessoais até o redirecionamento para sites clonados de
bancos.

Fraudes crescem ----

Só ano passado, o número de fraudes bancárias e financeiras realizadas via
internet no País cresceu 577%, segundo o Grupo de Resposta a Incidentes para
a Internet Brasileira mantido pelo Comitê Gestor da Internet.

"Os bancos não têm controle do computador do cliente. Muitos não tomam os
cuidados básicos, não usam antivírus e acreditam em e-mails que pedem dados
pessoais", diz o advogado Renato Opice Blum, que tem entre seus clientes os
principais bancos do País. Segundo ele, nos diversos casos em que já atuou,
cerca de 50% das decisões judiciais favoreceram seus clientes e as outras
50%, os usuários.

How Proxies Work

http://www.linuxexposed.com/Articles/Networking/How-Proxies-Work.html

Informatização avança no TST

Zínia Baeta De Brasília | Valor Econômico - 25/07/2005 - edicão nº 1309

Os quatro principais pontos do Projeto de Gestão Integrada de Informatização
da Justiça do Trabalho devem ser colocados em prática no ano que vem. A
proposta engloba o peticionamento eletrônico, as cartas precatórias
eletrônicas, o cadastro nacional de débitos trabalhistas (CNDT) e o cálculo
rápido.

A expectativa do presidente em exercício do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), ministro Ronaldo Lopes Leal, é que no mês de setembro as compras dos
equipamentos necessários para a implantação dos sistemas já tenham sido
finalizadas. E até o fim do ano os equipamentos tenham sido distribuídos em
toda a Justiça do Trabalho.

O cálculo rápido é um software que permitirá ao juiz realizar os cálculos
dos valores devidos na própria audiência trabalhista. O uso desse
instrumento, na opinião do ministro Lopes Leal, deverá estimular a
realização de acordos entre as partes justamente em razão dessa divulgação
prévia. Outra vantagem é que, mesmo não ocorrendo acordo, o juiz já terá ao
fim da sentença o valor da das obrigações trabalhistas. Nesse sentido, no
momento da execução, será necessária apenas uma atualização monetária do
débito. O TST pretende colocar à disposição dos interessados o sistema de
cálculo em sua página na internet. Já o processamento eletrônico de cartas
precatórias substituirá os autos em papel, permitindo a comunicação pelo
sistema eletrônico entre juízes. Lopes Leal afirma que será possível que o
magistrado inquira testemunhas que estejam em outros municípios pelo
sistema.

De acordo com um levantamento realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho
(TRT) de Goiás, a medida vai permitir uma economia de R$ 1,26 milhões por
ano para toda a Justiça trabalhista com a eliminação de gastos com papel,
cópias, tinta de impressoras e tarifas postais. Além disso, conforme o
estudo, serão economizados 37 dias de serviço ao ano por servidor.

O Cadastro Nacional de Débitos Trabalhistas (CNDT) será centralizado no TST
e permitirá a emissão de certidões que apontarão a regularidade das empresas
perante o Judiciário trabalhista. Serão três tipos de certidões: a negativa
emitida depois de comprovado que a empresa não possui débitos trabalhistas
pendentes, a certidão positiva que demonstra a situação oposta e a certidão
positiva com efeito negativo para as empresas que estejam parcelando seus
débitos. Para tanto, bastará o interessado digitar o CNPJ ou o CPF da
empresa ou trabalhador na consulta ao site do TST. Desde 2004, o tribunal
exige que todas as petições possuam a identificação precisa das partes - CPF
e CNPJ -, o que viabilizará as consultas. Já o peticionamento eletrônico,
como o nome indica, é a possibilidade de envio das petições pelos advogados
ao Poder Judiciário por e-mail, o que exigirá o uso da certificação digital.

Copyright Valor Econômico S.A. Todos os direitos reservados.

quarta-feira, julho 20, 2005

"Lee possui informações essenciais sobre nossa tecnologia de busca, sobre o negócio e sobre nossa estratégia para a China"

Como proteger informações que estão "na cabeça" das pessoas? A Microsoft tem
o seu jeitinho...

http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundovirtual/2053001-2053500/2053086
/2053086_1.xml

terça-feira, julho 19, 2005

Comprovado: pornografia de GTA vem de fábrica

Comprovado: pornografia de GTA vem de fábrica
Por Marcelo Hessel (www.omelete.com.br)
18/7/2005

Quinta-feira passada a polêmica sobre o suposto conteúdo sexual do jogo
politicamente incorreto Grand Theft Auto: San Andreas estava pegando fogo. O
motivo é o Hot Coffee, nome de um dispositivo que, instalado em uma máquina
que tenha o San Andreas (a versão para PC foi lançada mês passado),
destravaria minigames pornográficos. O "café quente" está disponível para
download na internet, gratuitamente, a qualquer um - mas San Andreas tem
censura M para audiência madura e não pode ser vendido para menores de
dezessete anos.

Até agora, as investigações do Entertainment Software Ratings Board (ESRB),
órgão que regula e classifica os videogames nos Estados Unidos, examinavam
se o dispositivo destrava códigos pré-existentes ou se é uma criação de
inteira responsabilidade de terceiros. No primeiro caso, a culpa recairia
sobre a Take Two Interactive Software, dona da Rockstar Games que desenvolve
e publica o jogo. Na segunda hipótese, bem, todo mundo sabe como é difícil
pegar um hacker.

Semana passada a Rockstar se mostrava indignada. Dizia que o software fora
violado, que iria investigar maneiras de aumentar a proteção do
código-fonte. Pois as dúvidas acabaram - e de maneira um tanto peculiar.
Relatórios confirmam que o Hot Coffee existe na versão do jogo para
PlayStation 2. E como o DVD do PS2 é inviolável - acessórios de trucagens
como o GameShark ou o Action Replay Max só destravam conteúdos já
existentes, não conseguem criá-los - a mentira da Rockstar teve perna curta.

A GameSpot, revista especializada na área, fez o teste. Comprou um exemplar
novinho de GTA: San Andreas para o console e adquiriu do respeitado blog
tecnológico Kotaku o código Uncensored Hot Coffee, que foi facilmente
inserido. Truques selecionados, namoradas do anti-herói CJ (personagem
controlado pelo jogador) visitadas, inúmeros encontros marcados... e a
safadeza rola mesmo.

Não vamos aqui nos aprofundar no minigame, mas ao final dele a GameSpot
decreta: "Dado que o minigame sexual não pode ser acessado sem uma longa
cadeia de truques e sem horas e horas de esforço, acusar San Andreas de
pornográfico pode parecer exagero; entretanto, a comprovação da existência
do minigame contradiz o pronunciamento da Rockstar, que cuidadosamente culpa
a insubordinação de hackers pela existência do Hot Coffee".

E como a polêmica já ganhou o Congresso dos EUA, a coisa vai complicar.

http://www.omelete.com.br/games/news/base_para_news.asp?artigo=13783

segunda-feira, julho 18, 2005

O celular e a notícia

http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=4219

Repórteres de si mesmos

http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=4220

MP3 celebra 10° aniversário

Foi no dia 14 de julho de 1995 que pela primeira vez Karlheinz Brandenburg,
pesquisador do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, usou a extensão MP3,
símbolo do maior sucesso de formato de áudio digital da história da
internet.

São Paulo - Há dez anos atrás o Instituto Fraunhofer, na Alemanha, batizava
de MP3 um novo formato de áudio digital desenvolvido pelo pesquisador
Karlheinz Brandenburg.

Em pouco tempo, a extensão se transformaria num dos termos mais pesquisados
em sites de buscas, perdendo apenas para sexo. E faixas de músicas,
comprimidas pelo MP3, seriam baixadas aos milhões, gratuitamente, através de
redes de trocas de arquivos, para desespero da indústria fonográfica.

Na realidade, a primeira patente da revolucionária tecnologia foi registrada
em 1986 e várias outras em 1991. Mas foi exatamente em 14 de julho de 1995
que Brandenburg usou pela primeira vez a extensão.

O MP3 abriu caminho para a produção dos players de música digital, que devem
vender cerca de 80 milhões de unidades até 2006.

Ataques por PCs zumbis crescem 300%

João Magalhães (estadao.com.br)

Aumenta também o número de spywares (códigos espiões) e de adwares
(programas que despejam publicidade indesejada), segundo relatório da
fabricante de antivírus McAfee.

São Paulo - De abril a junho deste ano, a fabricante de antivírus McAfee
registrou 13 mil tentativas de invasões a sistemas operacionais por
computadores gerenciados remotamente por hackers ( mais conhecidos como PCs
zumbis), frente a três mil verificados no primeiro trimestre, o que
significa um aumento de mias de 300%.

A McAfee relatou ainda o crescimento em 12% de programas spywares (códigos
espiões) e de adwares (programas que despejam publicidade indesejada) no
mesmo comparativo e destacou as fraudes financeiras como o principal razão
dos ataques.

Para Vicent Gulloto, executivo da McAfee o usuário dificilmente percebe a
ação criminosa, uma vez que os invasores estão utilizando técnicas cada vez
mais sutis, que burlam os softwares de segurança, como antivírus e
firewalls.

Microsoft desiste de comprar empresa de adware

João Magalhães (estadao.com.br)

Em razão da imagem negativa que poderia ter, a Microsoft desistiu de comprar
a Claria, empresa que, com o nome de Gator, ficou famosa pelos seus adwares,
programas que despejam publicidade indesejada nas telas dos computadores.

São Paulo - Fontes ligadas à Microsoft disseram que a companhia não irá mais
adquirir a Claria. A desistência está associada à imagem negativa que a
Microsoft poderia ter, uma vez que a Claria, com seus adwares (programas que
despejam publicidade indesejada), estava na lista negra de várias empresas
de segurança.

No começo de julho, a Microsoft modificou seu antispyware, eliminando a
proteção contra os adwares da Claria, e classificando-os, desde então, como
inofensivos. Foi o primeiro passa dado em direção à transação.

O que encheu os olhos da Microsoft em relação à Claria foi o BehaviorLink,
ferramenta capaz de rastrear os hábitos de navegação de 40 milhões de
internautas - um big brother que serviria aos interesses de sites do portal
MSN.